quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Pai tira licença-paternidade 6 anos após adoção e acaba casando com advogado que trabalhou na causa

Parece história de filme, mas isso realmente aconteceu em Manaus, no Amazonas! Eduardo Honorato decidiu brigar pelos direitos e conquistou uma família linda
Helena Leite, filha de Luciana e Paulo



Eduardo Honorato adotou um filho, mas não conseguiu a licença-paternidade. O pai, então, decidiu entrar na Justiça para receber o que tinha direito. Seis anos depois, ele finalmente conseguiu a licença e decidiu pedir o advogado que trabalhou na causa em casamento! A história pode parecer enredo de filme, mas realmente aconteceu em Manaus, no Amazonas.

O psicólogo conheceu o garoto que viria a se tornar o seu filho através de uma pessoa conhecida da família. Pela formação, Eduardo percebeu que o desenvolvimento da criança não estava adequado para a idade e resolveu ajudar. Então, começou a procurar uma série de especialistas para analisar o menino. “Depois de algumas semanas veio o diagnóstico de Lesão cerebral com hemiplegia. Isso significa que ele não tinha movimentos do lado direito do corpo. Meu mundo desabou e eu não conseguia pensar mais em nada”, contou ao portal Razões para Acreditar.

Comovido com a história, Eduardo começou a trabalhar ainda mais para conseguir ajudar o garoto e a família. Ele começou a estudar para passar em um concurso público e passar no doutorado. “Meu foco era trabalhar ao máximo para poder pagar os melhores tratamentos que ele poderia ter“, disse. Depois de conseguir passar onde queria, decidiu entrar com o processo de adoção. “Já haviam se passado alguns anos e realmente era o momento”, relembrou.


Deu tudo certo com o processo e, tempos depois, Eduardo se tornou oficialmente pai. Depois disso, ele decidiu pedir a licença-paternidade. . “Assim que saiu a guarda dele, eu fiquei tao feliz, mas tão feliz que não cabia mais em mim. Finalmente ele teria meu nome, poderia viajar comigo, e ter todos os direitos como meu filho. Fiquei em êxtase”, começou contando. “Na minha inocência [pensei que] eles me dariam os seis meses, pois eu era pai solo e todos sabiam do meu caso. Me avisaram que receberia apenas 15 dias. Eu chorei de tristeza e de decepção e isso era visível no meu olhar”, continuou.

Nesse mesmo período, ele conheceu Paulo, o advogado. “Um dia ele me viu chorando e me explicou que o direito não era meu mas sim do meu filho. E do nada ele disse que entraria na Justiça pra garantir o direito da criança porque isso não era justo”, relembrou


Quando Paulo entrou com o pedido da licença-paternidade na Justiça, ele e Edu tinham acabado de iniciar um namoro. Depois de todo o processo, em 2019, quando saiu a sentença, Edu pediu o advogado em casamento. O casal e o filho adotivo se tornaram, então, uma grande família.


Fonte: Pais e Filhos

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